sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Veneno

Veneno
Não me beije que eu tenho veneno
É meu preço não faço por menos
Mas depois te amarei

Veneno
Esta vida é tão pouca e pequena
Nestes lábios tem todo o veneno
Que você ama e quer
Todos os sentidos, cada gota
D'água, nesses mares de prazer

Veneno
Cor-de-rosa suave e moreno
Nestes seios tem todo o veneno
Que você chama amor



(Marina Lima)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Não....

Não, você não é aquela princesinha só porque você quer ser.
Não, ele não vai te ligar se você ficar horas e horas esperando do lado do telefone.
Não, a vida não é cor-de-rosa e nem todos são simpáticos e gentis com você.
Não, aquela música não foi escrita para ser a trilha sonora das suas decepções, e não, seu romance de merda não vai durar para sempre.
Não, você não terá paixão e nem amor só porque está implorando aos quatro cantos.
E não, você não vai conseguir segurar um sofrimento vestindo mascáras mentirosas.
Não, não adianta comer doces demais só pra curar a falta de sexo.
Não, você não vai conseguir conviver com a ansiedade e nem com a ausência dele (a).
Não, seus problemas não irão desaparecer.
Não, não existe falsas esperanças, você que cria suas ilusões.
Não, você nunca estará acompanhado e feliz quando chove, venta, escurece.
Não, o tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens.
Mas esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam NÃO como resposta.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um pouco mais de alma...

Hoje eu sei que ninguém lá fora sabe me compreender. Sei também que quanto mais faço pros outros, mais tentam me colocar pra baixo.
Já cansei de falsas promessas e de sentimentos de vidro, você vê e acha que sentem, mas é apenas uma vitrine, você não sabe exatamente se é real.
Procuro sonhar tanto, mas tanto que ás vezes o sonho se mistura com a realidade, e eu fico confusa e deslumbrada mas dura pouco, em segundos eu caio de novo no chão frio. Já olhei pra eles desesperada mas com um sorriso no rosto, jamais saberiam que o sol que procuro, eles apagaram com um pouco de escuridão de cada um, não fazem questão de mudar a vidinha deles, só pra dar uma luz pra quem precisa.
Mas hoje também aprendi a não me importar tanto. Vou andar sem encarar ninguém, também sei fingir que tudo está ótimo mesmo com a frieza das pessoas.
Mas um dia eles também vão sentir o que sinto, gritar o que grito, e quem sabe assim, conseguem me salvar, e salvarem a si mesmo.

sábado, 22 de novembro de 2008

Um abrigo


Não tenho motivos para acreditar em besteiras diárias, promessas sem nexos, ou dias excessivamente felizes, tenho motivos pra acreditar em odiar pra se proteger, em amanhã para esquecer o ontem, em fechar as janelas para que se abram as portas, em cavar o próprio buraco para que não consiga se esquecer onde é a saída.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ela...

E mais uma vez ela está lá, me encarando no espelho como se eu tivesse todas as respostas que ela precisa. A mesma expressão de perdida, de alguém que está sempre buscando um sentido que não dá pra alcançar. Não dá pra ela ser a dona de tudo, não dá pra continuar a me olhar desta maneira, e pensar que é suportável aquele olhar frio e ao mesmo tempo de dar dó.

Não sei se devo xingá-la, mas minha reação não consegue ser outra, pergunto se ela sofre, se aquela cara de dor é a toa, e como sempre não recebo resposta nenhuma. Pergunto se não tem vergonha da vida sem emoção, dos medos que ela tem de arriscar quando está perto, e sempre quando está perto, ela deixa ir tudo pra longe. Distanciar as coisas ao redor, parece ser o melhor que ela faz. A claridade que eu procuro no seu sorriso sempre se apaga, e eu acabo gritando porque desde criança tenho medo do escuro. Poderiam tocar todas as melodias mais tristes nos momentos que passo com ela, que nenhuma iria realmente dar a trilha sonora que ela merece, seu único pecado é carregar essa frieza, que talvez um dia de sol poderia curar, mas isso apenas se ela enxergasse algum sol. Se tenho vontade de perdoa-la? Quase não tenho vontade de existir perto dela, perdoar seria como estragar algo bom, seria compreender o que nem ela compreende. Mas ao ve-la chorar, o desespero é sempre maior que a raiva, a vontade de silencia-la é maior que qualquer sentimento de culpa, e eu simplesmente bato, quebro todo o espelho, tudo em pedacinhos.

E ali no chão consigo perceber que não a silenciei, nem a apaguei de vez da minha frente, eu simplesmente a multipliquei, agora enxergo várias dela.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Help!

Quantas vezes isso se repetirá? Toda manhã acordo e me olho no espelho sem saber exatamente o sentido de tudo, quantas vezes ainda vou me sentir perdida dentro de mim, como se eu tivesse dentro de um buraco olhando pra cima, gritando para que me notem, mas ninguém percebe a minha queda. É dificil reconhecer que nasci pra existir, mas nem eu consigo me enxergar como os outros vão notar a minha existência? Com a sensação de não pertencer a nenhum lugar, sem nenhuma certeza, tudo passando rápido demais. Não gosto das coisas neste ritmo, eu só preciso de tempo pra respirar cada momento, preciso de tempo pra alcançar o meu infinito. Queria poder fazer tudo parar, parar, me sentar e fazer cada pôr-do-sol durar o tempo suficiente pra me acalmar.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Open Your Eyes

"Levante, vá embora, saia de perto desses mentirosos
Porque eles não entendem sua alma ou seu fogo
pegue minha mão, entrelaçe seus dedos entre os meus
E nós sairemos deste quarto escuro pela última vez

Cada minuto a partir deste agora
Podemos fazer o que gostamos em qualquer lugar
Eu quero tanto abrir seus olhos
Porque eu preciso que você olhe nos meus

Me diga que você abrirá seus olhos
...
"

(Open Your Eyes - Snow Patrol)



Ps.: Musiquinha que ando me indentificando esses tempos... =/